Fazia tempo que não ia na Ni, depois que ela começou a namorar eu nem fui mais lá. Mas hoje dei uma passadinha lá
Contar minhas novidades. Fui alar de macho por que na verdade meus assuntos com ela geralmente se resumem a isso mas tinha muitas coisas pra contar pra ela pois já faziam duas semanas que não ia lá.
Mas o que eu ia contar é o que ela me disse, que na verdade é o que todas minhas amigas me dizem: cala a boca Frã. Eu falo demais conto demais, eu não minto não engano, e não sou daquelas que fala coisas querendo dizer outras. Se eu vou falar com você pra pedir alguma coisa (a coisa mais ridícula que seja) eu não estou achando um motivo para conversarmos. Se eu to afim de conversar eu digo. Oi vamos conversar? Ou oi como está? Mas se algum dia eu chegar e disser, onde você comprou esse tênis? ou você tem o telefone do fulano? Não sou de fingir que quero alguma coisa e quero outra, se eu contar de algo que alguém fez pra mim e eu gostei, não to pedindo “subliminarmente” pra você fazer o mesmo. Ou se eu disser algo do tipo seria fácil me apaixonar por você, isso quer dizer que seria fácil, não que eu estou apaixonada e quero saber a sua reação.
O final das contas é muito fácil me entender, eu sou mais simples do que você imagina. Mas as vezes você está tão acostumado a ter que decifrar as pessoas que tenta me decifrar também. Mas eu não estou em códigos, eu sou isso mesmo. Isso que você escuta, isso que você.
Sou cheia de duvidas claro. E minhas verdades mudam muito rápido, como já falei. Mas ainda são verdades.
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